7 ferramentas que você precisa para fazer uma tradução

Muita gente acha que basta saber inglês para ser capaz de fazer uma tradução. De fato, o conhecimento da língua inglesa é essencial para o trabalho de tradução, mas mais do que compreender bem o idioma, é preciso entender suas regras gramaticais, a escolha de palavras mais adequada e, é claro, quais ferramentas utilizar para traduzir.

Para facilitar o seu trabalho, selecionei a seguir alguns tipos de ferramenta praticamente indispensáveis se você quer fazer uma boa tradução:

1. Dicionário (físico e/ou digital

O bom é velho dicionário é um dos melhores amigos de quem quer traduzir, seja profissional ou não. Fora o básico ‘português/língua de destino’ e ‘língua de destino/português’, a maioria dos dicionários possui outros recursos interessantes que ajudam na tradução, como conjugação verbal, entre outros. Entre os mais indicados, estão o Merriam-Webster, o Oxford English Dictionary e o Longman, por exemplo.

Além disso, há também outros tipos de dicionário que são essenciais para fazer esse trabalho: dicionário ‘língua de destino / língua de destino’ (para buscar o significado das palavras), dicionário de sinônimos etc.

2. Glossários e dicionários técnicos

Dicionários que abordam a gramática de forma geral são importantíssimos para fazer tradução, mas para traduções técnicas e/ou de uma área específica, é necessário utilizar glossários e/ou dicionários técnicos, por exemplo: glossário de música, dicionário jurídico bilíngue etc.

No caso de glossário, eles podem ser tanto montados pelo próprio tradutor (isso evita que a pessoa perca tempo procurando a tradução das mesmas palavras de sempre ou que corra o risco de traduzir a mesma expressão de duas formas diferentes ao longo do mesmo texto) quanto já pertencerem ao cliente. O que se deve evitar é pegar glossários de terceiros, a menos que sejam confiáveis (publicados por editoras, por exemplo).

Já em se tratando de dicionários técnicos, você pode obtê-los tanto dos clientes quanto comprá-los ou adquiri-los gratuitamente. Isso vale tanto para as versões impressas quanto as versões online (que são cada vez mais frequentes hoje em dia).

3. Corretores ortográficos e gramaticais

Hoje em dia, quase todos os editores de texto (como o Microsoft Word, por exemplo) possuem corretores ortográficos e gramaticais, o que já facilita bastante o trabalho de quem quer fazer tradução. Mas, caso você não possua essa opção automaticamente no seu editor de texto, jamais pense em entregar um trabalho sem antes passá-lo por um desses corretores. É o que vai diminuir ainda mais as chances de erro – depois de uma boa revisão feita por você mesmo ou um revisor qualificado. Entre os mais utilizados estão o Orangoo, o Nossa Língua Portuguesa e Corretorortografico.com.

4. Dicionários de regência verbal e nominal?

Interested in ou interested on? Differ from ou differ of? Se você ficou em dúvida nessas perguntas, saiba que existem ferramentas para ajudar você com isso. São os chamados dicionários de regência verbal e/ou nominal, que basicamente indicam a combinação certa entre adjetivos, verbos e preposições. No caso de regência bilíngue, um dos mais conhecidos é o Who’s Afraid of Prepositions?.

5. Corpus linguístico

Corpus linguístico (o plural é corpora linguísticos), apesar do nome difícil, nada mais é do que uma base de dados que reúne textos escritos e registros orais de uma língua (ou mais) e que serve como base de análise.

Esses corpus começaram a se tornar populares depois que o computador se tornou um instrumento para estudo e análise (já pensou fazer o registro de milhares de textos de uma língua à mão?), e hoje há diversos corpus das mais variadas línguas, além de corpus temáticos (que agregam textos e registros de uma determinada área, como medicina, jornalismo, música…)

Eles são extremamente importantes para o estudo de terminologia (o estudo de palavras simples e compostas que são geralmente usadas em contextos específicos) e também para poder entender e traduzir estruturas e frases inteiras, não apenas palavras isoladas.

6. Ferramentas de Tradução Automática

Quem é que nunca usou o Google Tradutor? Apesar de muitas pessoas torcerem o nariz, ele e outras ferramentas de tradução automática podem ser muito úteis, e há algumas formas corretas de utilizá-las, como para traduzir palavras isoladas ou aprender a pronúncia correta. As principais são, além do Google Tradutor, o Bing Translate, o Yahoo! Babel Fish e o Systran.

Mas há também algumas armadilhas dessas ferramentas que você deve evitar, como traduzir expressões idiomáticas específicas, verbos frasais e preposições. Para saber mais, veja nossas 11 dicas sobre como usar – e não usar – o Google Tradutor e outras ferramentas de tradução automática.

7. Ferramentas de Tradução Assistida (CAT Tools)

As chamadas Ferramentas de Tradução Assistida, ou CAT Tools (do inglês Computer-assisted translation tool) são softwares desenvolvidos para auxiliar os tradutores em seu trabalho. Elas são as queridinhas dos tradutores, não sem razão: suas funcionalidades agilizam e automatizam boa parte do trabalho, permitindo que o tradutor produza mais em menos tempo.

Entre suas vantagens, estão: gerar bases terminológicas ou glossários (que podem ser salvos para posterior uso), autocompletamento (se a tradução de determinada palavra está no glossário, ela é sugerida ao tradutor automaticamente, que só precisa apertar o “enter” para aceitá-la), segmentação do texto (que evita que o tradutor pule alguma parte do texto sem querer), reprodução da formatação do texto original, possibilidade de trabalhar com uma variedade de formatos de arquivos.

A desvantagem é que é preciso saber pelo menos o básico de alguma dessas ferramentas para conseguir produzir uma tradução de qualidade. Entre as mais utilizadas estão: SDL Trados Studio, Wordfast, MemoQ e OmegaT.

E você, como faz para produzir uma boa tradução com qualidade e rapidez? Conte para a gente! E se quiser uma tradução de qualidade, entre já em contato!

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